terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sujeito-papel.

Como integrante de uma geração que aprendeu a produzir e se relacionar, ao menos parcialmente, com o auxílio de algum suporte tecnológico, soa quase criminoso assumir que ainda acredito que o livro não será substituído pelos e-books, que a arte não foi morta pelos abstracionistas, que a gentileza não sucumbiu ao individualismo etc.
Estou escrevendo esse post em uma folha de papel A4, com uma caneta bic (a melhor que existe). Embora tenha diminuído a frequência com que faço isso, adoro escrever cartas à mão. Deletar, copiar e colar são sem  dúvidas praticidades muito bem vindas, mas também incentivos a que abdiquemos dos prazeres e recompensas dos velhos métodos de escrita. Sou absolutamente adepta aos programas de edição de textos, especialmente para fins acadêmicos, mas ainda acredito na interação sujeito-papel. Tecnologia demais produz mentes fragmentadas e histéricas.

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